CPI: Altair Moraes propõe “senha do pânico” para coibir crimes por meio do Pix em SP
Relatório final foi aprovado por unanimidade


Foram 180 dias de trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada com a função de investigar fraudes e golpes aplicados por meio de transferências eletrônicas, sobretudo através do Pix e da clonagem de cartões. A última reunião aconteceu na tarde desta terça-feira (5/12) convocada para que os deputados pudessem aprovar o relatório final que foi apresentado pelo deputado estadual Altair Moraes (Republicanos).
O relatório foi aprovado por unanimidade. O documento foi o resultado de oitivas realizadas com representantes do setor financeiro, advogados criminais especializados, e diretores de entidades como Procon-SP, WhatsApp e Polícia Civil.
“Senha do Pânico”
O deputado Altair Moraes protocolou um projeto de lei, instituindo a obrigatoriedade de uma "senha do pânico" que alerte, as instituições bancárias, quando uma ação criminosa estiver em curso. "O extrato de todo esse trabalho, para mim, é esse projeto. É isso que dá sentido à influência do Poder Legislativo", comemorou.
"A ideia é criar uma ‘senha do pânico’ nos aplicativos de instituições bancárias. Ou seja, o usuário, quando ameaçado por um golpista, teria direito a uma senha, concedida pelo banco, que soltaria um alerta com localização geográfica exata para a polícia. Esse projeto de lei vai ter grande valor para a população paulista que vem passando por golpes deste tipo frequentemente, como observamos na CPI. Espero que, um dia, essa medida se torne indispensável", explicou Altair.
Texto: Miriam Silva e Vanessa Palazzi







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